Flórida x São Paulo: como a infraestrutura faz toda a diferença após desastres naturais
São Paulo x Flórida: por que os EUA oferecem mais segurança e estabilidade para imigrantes no que diz respeito a desastres naturais?
Os Estados Unidos têm uma política de prevenção altamente eficiente, com alertas meteorológicos precisos e uma infraestrutura de emergência preparada para evacuar regiões, prestar socorro rápido e restaurar serviços essenciais
A Região Metropolitana de São Paulo, no Brasil, enfrentou um temporal na última sexta-feira, 11 de outubro. O número de imóveis no escuro chegou a 2,1 milhões, de acordo com a Enel, responsável pelo fornecimento de energia elétrica na área afetada pela tempestade. Nesta quinta-feira, 17, ainda há cerca de 36 mil clientes sem luz por causa do temporal.
Já o estado da Flórida, nos Estados Unidos, foi atingido por um evento mais intenso, o furacão Milton — com ventos de mais de 150 km/h, tornados, inundações e tempestades — na última semana. Por conta do desastre, mais de 3 milhões de pessoas estavam sem eletricidade. Uma semana depois, esse número já caiu para 22 mil pessoas, de acordo com o site de monitoramento United States Power Outage.
Quando se fala em desastres naturais, a comparação entre EUA e Brasil revela algo importante: a infraestrutura e o ritmo de recuperação americana são muito mais robustos e eficientes na resposta a eventos climáticos extremos. “A infraestrutura nos EUA, em especial na Flórida, está preparada para enfrentar desastres naturais como furacões, com anos de investimento em planejamento e resposta rápida”, afirma Gustavo Nicolau, advogado licenciado nos EUA e no Brasil, mestre e doutor pela Faculdade de Direito da USP e mestre pela Universidade de Chicago. “Essas diferenças não são coincidência. Elas refletem a prioridade que o país dá à segurança de seus cidadãos, algo que é um grande atrativo para quem deseja imigrar para cá”, acrescenta o especialista.
Além disso, outras ações foram implementadas para garantir a segurança dos moradores e a rápida recuperação dos serviços. “Empresas como o Uber disponibilizaram corridas gratuitas para tirar as pessoas das áreas de evacuação, em Tampa, e levá-las para abrigos seguros; 16 mil trabalhadores estavam de prontidão para começar os trabalhos de restabelecimento da energia assim que o evento passasse e, ainda, garagens e pedágios foram liberados gratuitamente em regiões de evacuação para facilitar a saída dos moradores”, destaca Nicolau. Outro exemplo de ação rápida foi utilização de grandes áreas, como estádios, para abrigar trabalhadores das companhias elétricas envolvidos nos esforços de restauração do serviço essencial.
Nos EUA, a economia e o mercado têm uma postura pragmática em relação à gestão de crises, o que garante não apenas uma recuperação mais rápida, mas também uma sensação de segurança para quem mora no país. “Os sistemas de energia, transporte e comunicação são desenhados para minimizar os impactos de fenômenos climáticos e para voltar ao normal em questão de horas ou dias, mesmo após um furacão de grande magnitude como o Milton”, acrescenta Nicolau.
A comparação entre São Paulo e a Flórida vai além dos números de apagões. Enquanto a Flórida lida anualmente com furacões, com ventos que chegam a mais de 150 km/h, as tempestades em São Paulo causam estragos que parecem difíceis de resolver, como as mais de 380 árvores derrubadas e os mais de 170 semáforos apagados pela cidade dois dias após a chuva. “O prolongamento da falta de energia em São Paulo está diretamente ligada à queda de árvores sobre a rede elétrica, um problema que se agrava pela escassez de infraestrutura subterrânea: menos de 1% da rede elétrica no Brasil é subterrânea, enquanto nos EUA esse número chega a 20%”, observa Nicolau, enfatizando a importância de um planejamento urbano adequado.
Além disso, os EUA têm uma política de prevenção altamente eficiente, com alertas meteorológicos precisos e uma infraestrutura de emergência preparada para evacuar regiões, prestar socorro rápido e restaurar serviços essenciais. Para quem está planejando migrar para os Estados Unidos, a qualidade de vida proporcionada por esse tipo de preparo é um diferencial significativo. “A capacidade de resposta rápida a desastres é um dos muitos atrativos para brasileiros que consideram a imigração. O mercado de trabalho nos EUA se mantém ativo, mesmo diante de furacões, o que demonstra a seriedade com que o país encara sua economia e também como ele se estrutura para continuar a atrair talentos globais, independentemente dos desafios,” conclui Nicolau.
Sobre a Green Card US
A Green Card US é uma empresa situada nos EUA que oferece soluções confiáveis para brasileiros que buscam realizar o sonho do Green Card. Advogados especialistas em imigração trabalham para oferecer orientação e acompanhar o passo a passo das exigências do processo de entrada legal para trabalho em território norte-americano. Gustavo Nicolau, fundador da Green Card US, é Ph.D. pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo e mestre em direito pela Universidade de Chicago. É coautor de mais de trinta livros jurídicos e publicou, em autoria individual, oito livros de Direito Civil e Direito Constitucional. Mais informações: https://greencardus.com.br
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